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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Agosto 07, 2017 0 Comentarios BLOG DICAS TEATRAIS por Gambiarra

COMÉDIA MUSICAL “MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS”, COM MARCOS DAMIGO E DIREÇÃO DE REGINA GALDINO, EM CARTAZ ATÉ 29 DE SETEMBRO NO TEATRO EVA HERZ EM SÃO PAULO.

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ADAPTAÇÃO DA OBRA HOMÔNIMA DE MACHADO DE ASSIS, SUCESSO NOS ANOS 90, RETORNA AOS PALCOS PAULISTANOS EM NOVA MONTAGEM NO TEATRO LOCALIZADO NA LIVRARIA CULTURA, NO CONJUNTO NACIONAL.

O anti-herói Brás Cubas é símbolo do homem burguês, sem escrúpulos e sem ética, e nos revela a continuidade de um comportamento oportunista que persiste no Brasil desde o século XIX. Este é o ponto de partida para contar as Memórias Póstumas de Brás Cubas, em cartaz até 29 de setembro no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. O texto, adaptado pela diretora Regina Galdino e interpretado em formato de musical cômico pelo ator Marcos Damigo, enfatiza a trajetória do personagem como metáfora do Brasil sem projeto.

Brás Cubas, o "defunto autor" criado por Machado de Assis, é um aristocrata medíocre, mas mesmo assim consegue, através do riso e da sedução, conquistar a empatia do público. Ele pertence a uma elite aventureira, dividida entre o desejo liberal e a prática escravocrata. A montagem traz uma visão moderna do romance baseada na carnavalização e salientando seu aspecto cômico-fantástico. A encenação realiza uma “conversa” entre quatro artes: o teatro, a literatura, a dança e a música, estas duas últimas especialmente ligadas à alma e à cultura brasileiras.

Em um solo vibrante, Marcos Damigo vive um Brás Cubas bem-humorado, irreverente, egoísta e amoral. Com uma narrativa não linear e fiel à obra original, Cubas dialoga com a plateia, canta, dança, discorre sobre seus envolvimentos amorosos e episódios de sua vida enquanto passeia pelas agruras da sociedade de seu tempo. “Para um personagem imprevisível como Brás Cubas, em cenas ora sérias, ora cômicas, ora musicais, a concepção brechtiana da direção exige do ator experiência, despojamento e versatilidade”, afirma Regina Galdino.

Dirceu Alves Jr, em crítica na Veja SP, afirma: “O ator acerta em investir em ‘Memórias Póstumas’, de Machado de Assis, depois do bem-sucedido ‘As Sombras de Dom Casmurro’. (...) em uma composição que apresenta Brás Cubas como misto de clown e fantasma, o intérprete valoriza o trabalho corporal em uma linha cínica que conversa plenamente com os tipos da sociedade dos nossos tempos.”

O monólogo traz à tona toda a atualidade deste livro genial de Machado de Assis, oferecendo ao público um olhar agudo sobre a sociedade brasileira do século XIX. A equipe conta com profissionais já conhecidos da cena paulistana: Damigo, que acaba de protagonizar Dom Casmurro em outra peça adaptada de Machado de Assis; o diretor musical e arranjador Pedro Paulo Bogossian; Mário Manga, que assina a música original; e Fábio Namatame na criação do figurino.

Regina Galdino assinou e dirigiu, em 1998, uma montagem desta mesma adaptação da obra do célebre escritor carioca que repete a parceria de sucesso com Manga, Bogossian e Namatame. Interpretado por Cássio Scapin, o espetáculo recebeu vários prêmios e elogios da crítica.

CRÍTICAS DE 1998:

Nelson de Sá, Ilustrada, 13/2/1998

“(...) ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ é um belo de um espetáculo, que adapta como ainda não se tinha visto no palco um romance do grande escritor nacional. Além da atuação, é precisamente a adaptação que impressiona. É de uma naturalidade, a sequência não se perde, pequenas mudanças de expressões trazem o enredo imediatamente para o palco.”

Alberto Guzik, Jornal da Tarde, 14/2/1998

“ Surge em cena uma adaptação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, um dos mais sofisticados romances de Machado de Assis, o mestre da ironia e da sofisticação. Se o espectador não fica intrigado ante o anúncio da adaptação – é quase impossível levar ao palco uma narrativa que vive da cáustica leveza de seu estilo – fica perplexo com a ousadia da adaptação, que tomou um romance antiteatral e deu-lhe a forma de um monólogo musical. Superando dificuldades à primeira vista intransponíveis, a adaptadora Regina Galdino, que também dirigiu a montagem, saiu-se muito bem da empreitada. O texto teatral conseguiu manter o estilo cortante, elegante, e o tom irônico de Machado de Assis. Uma obra com a riqueza exuberante de Brás Cubas por certo não se esgota nos limites do texto teatral. (...)”

PERFIS:

Marcos Damigo (ator) – Estudou na Escola de Arte Dramática (ECA/USP), protagonizou clássicos como Hamlet (Francisco Medeiros) e O Retrato de Dorian Gray (Débora Dubois), onde também assinou a adaptação do romance de Oscar Wilde, ambos no Teatro Popular do SESI SP. Idealizou e protagonizou o espetáculo Deus é um DJ (Marcelo Rubens Paiva), do alemão Falk Richter, e atuou em outras obras, como Dueto Para Um (Mika Lins) e Lampião e Lancelote (Débora Dubois), prêmio Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro. Na televisão, estreou no SBT como protagonista da novela Fascinação (Walcyr Carrasco). Na Rede Globo, atuou em Joia Rara (Thelma Guedes e Duca Rachid), ganhadora do prêmio Emmy Internacional de melhor novela, e Insensato Coração (Gilberto Braga e Ricardo Linhares). Recentemente, atuou no espetáculo Caros Ouvintes (Otávio Martins) e atuou no elogiado monólogo As Sombras de Dom Casmurro, baseado no romance de Machado de Assis (Débora Dubois), onde iniciou sua pesquisa com o universo deste autor.

Regina Galdino (direção e adaptação do texto) – Formada pela EAD, dirigiu: Intimidade Indecente , com Irene Ravache e Marcos Caruso; As Pontes de Madison, com Denise Del Vecchio e Marcos Caruso; As Turca, com Cláudia Melo e Andréa Bassitt. Em 1998, dirigiu e adaptou o premiado musical Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), com Cássio Scapin. Dirigiu e é co-autora de As Favoritas do Rádio, premiado na Jornada SESC/1994 – O Teatro Musical. É diretora dos musicais infantis: Operilda na Orquestra Amazônica, de Andréa Bassitt , ganhador dos prêmios APCA de Melhor Musical para Crianças e FEMSA na Categoria Especial pela divulgação da música erudita e folclórica; e O Jovem Príncipe e a Verdade, de Jean-Claude Carrière . É uma das criadoras, junto com o Maestro João Maurício Galindo, da série Aprendiz de Maestro, onde dirigiu espetáculos de autoria de Andréa Bassitt para a série erudita infantil TUCCA, na Sala São Paulo.

Pedro Paulo Bogossian (arranjos e direção musical) – Formado em piano erudito pelo Instituto Musical Isaías Sávio (São Paulo), é compositor, arranjador e pianista. Reconhecido diretor musical do teatro paulista, é um dos fundadores do Grupo Circo Grafitti: Alô, Alô, Terezinha ; Você Vai Ver o Que Você Vai Ver ; Almanaque Brasil; e Ifigênia. Recebeu os prêmios: APCA 2013 - Melhor Espetáculo de Rua para Crianças, por Mário e as Marias; Prêmio Contigo 2010 – Melhor Musical, por Nara; SHELL/SP 2000 - Melhor Música, por Filhos do Brasil; APCA 1993 - Direção Musical por Almanaque Brasil; APETESP 1993 – Composição, por Ifigênia e Almanaque Brasil; APETESP 1989 – Composição, por Você Vai Ver o Que Você Vai Ver.

Fábio Namatame (figurino) – Formado em Comunicação e Artes pela FAAP (São Paulo), é figurinista, cenógrafo, visagista e diretor teatral. Criou, entre outros, os figurinos para os espetáculos, como My Fair Lady e Evita, dirigidos por Jorge Takla; Cabaret, Evangelho Segundo Jesus Cristo e Romeu e Julieta, dirigidos por José Possi Neto; Trilogia O Paraíso Perdido e Apocalipse 1.11, dirigidos por Antonio Araújo; Além da Linha d’Água e Mãe Gentil, dirigidos por Ivaldo Bertazzo, entre outros. Recebeu diversos prêmios Shell, APETESP, APCA, SESC de Teatro SP, Cultura Inglesa de Teatro, Carlos Gomes de Ópera, Festival de Cinema de Paulínia e SESC de Dança de Belo Horizonte.

Mário Manga (música original) – Guitarrista de grupos como Música Ligeira e Premeditando o Breque. Este último, mais conhecido como Premê, destacou-se tanto pelas letras irreverentes e divertidas quanto pela qualidade musical, baseada em arranjos sofisticados, fundindo MPB, choro, rock e até mesmo música erudita. Mário Manga é produtor musical paulistano com mais de 25 anos de carreira, além de estudioso da célebre banda de rock britânica The Beatles.

FICHA TÉCNICA:

Elenco: Marcos Damigo. Direção e Adaptação de Texto: Regina Galdino. Música Original: Mário Manga. Direção Musical, Arranjos e Trilha Sonora: Pedro Paulo Bogossian. Figurino: Fábio Namatame. Coreografia: Marcos Damigo. Consultoria de Movimento: Roberto Alencar. Iluminação e Cenografia: Regina Galdino. Execução Cenográfica: Luis Rossi. Fotos: Lucas Brandão. Realização: Oasis Empreendimentos Artísticos.

SERVIÇO:

TEATRO EVA HERZ: Livraria Cultura/Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo.

De 20 de julho a 29 de setembro, quintas e sextas, às 21h. No feriado de 7 de setembro, às 18h.

Duração: 1h25m. Classificação etária: 14 anos. Gênero: Comédia musical. Lotação da sala: 167 lugares.

Ingressos: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia)

O teatro tem estacionamento, acessibilidade para pessoas com deficiência e ar condicionado.

Telefone: (11) 3170-4059.

Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br / www.teatroevaherz.com.br

Bilheteria: Terça a Sábado, das 14h às 21h. Domingos, das 13h às 19h. Em feriados, sujeito a alterações.

Formas de pagamento: Dinheiro, todos os cartões de débito e crédito e Vale Cultura. Não aceitamos pagamentos em cheque.

CONFIRA OS TEASERS DE MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS:

 https://youtu.be/eBWT_NO0ems

https://youtu.be/8ETqIhvs2RI